domingo, 24 de novembro de 2013

Concessões de 2 aeroportos valem privatização de 10 Vales

Quando se vê um resultado desses hoje em dia em que se arrecada 20,8 bilhões de reais pela simples concessão de dois aeroportos (Galeão e Confins), ao passo que a privatização, ou seja a entrega definitiva, da Vale do Rio Doce, a maior empresa de exploração de ferro do mundo, foi por um pouco mais de R$ 2 bilhões. Pois bem, os números não mentem e mostram como o governo de FHC e do partido tucano fizeram mal ao Brasil.

George

Mote:
http://economia.terra.com.br/confira-o-que-deve-mudar-nos-aeroportos-do-galeao-e-confins,fc26d0b900082410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html



O mundo ficou mais seguro?

Que raciocínio mais simplista e enganador, Seu Obama. O mundo ficou mais seguro com o Irã se submetendo a inspeções de programas nucleares? Me engana que eu gosto. Não queria estar na pele dos aiatolás quando desarmados. Igual ao que fizeram com o Khadafi na Líbia? Desarmaram o distinto pra apeá-lo do poder matando-o num esgoto, feito se mata rato. 

E qual foi o único país do mundo que jogou uma bomba atômica, aliás duas, em outro? Esse país se submeteu, ou se submete, ao acordo de não proliferação de armas nucleares? Nada.

Seu Obama, pra cair nessa conversa besta de faça o que eu digo mas não faça o que eu faço, só se fosse membro da academia sueca que lhe deu o Prêmio Nobel da Paz antecipado. Aliás é bem paradoxal falar em paz na Academia, porque Nobel foi o inventor da dinamite, essa mesma com que bandido estoura todo mês caixa de banco em Boa Viagem e no Crateús.
George

Fonte:


O Irã fechou hoje com grupo de seis potências um acordo para análise de seu programa nuclear. Para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o acordo nuclear torna o mundo mais seguro: http://folha.com/no1375888 (via Folha Mundo)


O homem voltará ao canibalismo

Quando não houver mais florestas e bichos.

George Alberto

Fonte:
Jornal Le Figaro
EN IMAGES - En Amazonie, le «poumon de la terre» souffre d'une déforestation massive >> http://bit.ly/1aVFAdc

Meu nome é Icasa


http://blogdojuca.uol.com.br/2013/11/meu-nome-e-icasa-o-verdao-do-cariri/

Por ANTONIO COELHO

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Compadre Kennedy e Comadre Jacqueline

Há 50 anos morria, de morte matada, o presidente americano John Kennedy.  Na época, correu no Ceará uma conversa de que Kennedy faltou pouco pra nos visitar. Viria prum batizado (Kennedy era católico de origem irlandesa). Desgraçadamente, o mataram. Passaram-se mais 49 anos até que um presidente americano chegasse no Ceará. E quem acabou passeando, por primeiro, os gringos olhos azuis nos verdes mares alencarinos foi Bill Clinton, em 27.08.2012. Bill veio palestrar na Terra da Luz.

Kennedy brigara com os charutos acesos do Fidel: apoiara a fracassada invasão de Cuba pela Baía dos Porcos. Fez conta de umas poucas ogivas soviéticas postas na ilha. Luta diplomática feia que quase leva o mundo a um conflito nuclear. Já Clinton, dizem as más bocas, era apreciador dos charutos do Fidel. Não sei se sua estagiária, que quase o levou ao Impeachment,  apreciava charutos também. Nem se Clinton a indagou sobre isso. E se deu que a palestra de Clinton em Fortaleza confirmou o já sabido. O sol do Ceará, embora forte demais pra produzir charutos cubanos,  e o vento são de levantar pelos ares saia de mulher distraída. No mais, $ no bolso, que o sacrifício e a história de respeito do homem dão respaldo a sua Fundação. Mas respeito carente ainda de deixar passar Bill ileso de apelido. Não se perdeu a viagem pro Ceará e o homem ganhou alcunha de Bill Clitoris.

Mas vamos de volta ao motivo do presente leriado: a visita, que não  se deu, de John Kennedy ao Ceará. De vera, nem prometida foi. Promessa de visita quem tinha mesmo era nosso vizinho estado, Rio Grande do Norte. Então que a estória não se dera no Ceará, mas em terras potiguares. Pelo bem, pelo não, na falta de comprovante de autoria autenticado em cartório, vamos falsear o nome dos  personagens principais e lugar da ação: Zabelê, Zefa, João Quenedi e Icó.

Zabelê e Zefa eram casados em igreja de padre e moravam no Icó, cidade do sertão cearense assemelhada aos Estados Unidos, pois tem tradição passada de brigas de bacamarte, cacete, facão e foice. Talvez por isso um dia declarou-se república soberana do Icó, inclusive com ministério da marinha, igual a Bolívia. Zabelê e Zefa, icoenses da gema,  tinham um filho por batizar, João Quenedi. A gente do Icó recebia o leite do FISI, um programa de distribuição de leite em pó da Aliança para o Progresso, patrocínio da USAID - Agência para o Desenvolvimento Internacional. Propaganda americana frente à ameaça vermelha do Kruschev; arenga da CIA com a KGB. De sobra, com o leite, veio junto o simpático presidente americano John Kennedy e, no seguinte, o nome do filho de Zabelê e Zefa: o desmamado Quenedim.

De tanta admiração de Zabelê e Zefa pelo casal Kennedy, Zabelê não ficou satisfeito em apenas dar o nome de João Quenedi ao filho. Inventou mais de convidar os Kennedys pra serem compadres no batizado do Quenedim. A cerimônia seria na igreja matriz do Icó. Zabelê contou pra mulher a intenção e Dona Zefa se arreliou. Tu é doido é, ôme de Deus? Seu Kennedy lá tem tempo pra vir por essas bandas! Mas Zabelê não arredava o pé. Ora Zefa, é véspera de eleição, o homem arruma tempo e vem aqui, quer apostar? Sei não, Zabelê, mas bem que a gente podia mandar uma cartinha convidando eles pro batistério. Dona Matilde tem a letra bonita e pode fazer isso pela gente.

E se deu que Dona Matilde se informou do endereço da Casa Branca e, numa caligrafia caprichada, convidou o casal pra ser padrinho do João Quenedi do Icó. Surpresa não foi que dias depois Zabelê recebeu resposta do Consulado Americano. Na missiva, o Presidente dos Estados Unidos e Primeira Dama contava se sentiam  muito honrados com o convite pra cerimônia de batismo do futuro afilhado, mas que eram muitos os afazeres do ofício da Casa Branca. O Presidente e a Primeira Dama não poderiam comparecer, mas  autorizavam Zabelê e Zefa a chamar uma autoridade local para representá-los no evento de compadrio. O representante escolhido por Zabelê foi o Prefeito Raimundo que cumpriu na festa de batismo, com extremo zelo, o procuratório recebido.

Passou pouco tempo e se deu o infausto acontecimento do assassinato do presidente americano. Zabelê quase cai pra trás quando soube. Morrera pra ele uma pessoa muito especial da família. Saiu pra casa arrasado, pensando como ia dizer a notícia desgraçosa pra esposa. Zefa, você num sabe, mulher... Sei Zabelê. Meu coração tá soluçando de dor com a morte do Compadre Kennedy, que ele não merecia uma desgraça dessas, homem de Deus. Oh gente infeliz é  matador de aluguel! Vou vestir luto por mais de ano. Mas eu queria mesmo era agora tá junto da Comadre Jacqueline; dar um conforto pra ela. Zabelê. Será que Raimundo Prefeito arruma passagem pra nós ir pro velório do Compadre?


John Fitzgerald Kennedy (Brookline, 29 de maio de 1917 — Dallas, 22 de novembro de 1963)

Fonte com a história provavelmente verdadeira, que a minha está romanceada.
http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/imprimir.php?c=138445

Chega de narração Zé Prequeté

Eita que narração pai d´égua, essa do locutor português!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Erro de paralaxe

Dependendo do ângulo de visão, o observador vê coisas distintas. Em ciência se nomina isso de erro de paralaxe. Por exemplo, quando se vê a temperatura marcada por um termômetro de ângulos diferentes. Há sempre ângulos de visão distintos para um mesmo fato. Se me permitem, vou mostrar uma outra visão para encarar o Bolsa Família.

Em economia é cediço que os fatores de produção precisam ser remunerados. Três fatores de produção são básicos: capital, terra, trabalho. Ao detentor do capital (grana), se remunera com juros. Quem trabalha recebe salário. Quem tem a terra, aluguel. E ainda há o detentor de matéria prima que precisa ser remunerado pro equilíbrio do sistema econômico e por uma questão de justiça. Ora, uma nação pertence a seus habitantes. No Brasil, não deve ser diferente. O subsolo da nação é do país, portanto de seus habitantes. A matéria prima que vem do subsolo (minério), consequentemente é também de seus habitantes. Quando explorado, vendido ou exaurido o subsolo, que pertence à nação, os seus habitantes que são os donos dele, devem ou deveriam ser remunerados. Contudo, a matéria prima do sub-solo, minério, no Brasil é dada de graça (com exceção do regime recente de partilha do petróleo) ao seu explorador. Uma excrescência, porque nenhuma matéria prima se consegue gratuita, a não ser o ar.

Então que se não houvesse outro motivo, o simples fato de está sendo exaurido minério de ferro, nióbio (mineral que praticamente só o Brasil tem e essencial à indústria aero-espacial), manganês, que já levaram quase tudo; já justificaria a remuneração do bolsa-família. Porém, não essa miséria que o pobre recebe, carecia de ser valores que realmente dessem pra suprir suas necessidades básicas. E isso tudo deveria ser feito sem complexo de culpa nenhum, sem essa estória de que o bolsa-família cria dependentes. 

Por que não se diz que são dependentes a pequeníssima plutocracia que recebe os estratosféricos bolsa-juros sem dar um prego numa barra de sabão? Ora, se juros são a remuneração do capital e por isso seus detentores são remunerados; a terra é da nação e de seus habitantes e estes devem ser remunerados por quem tira suas exauríveis jazidas.

George Alberto 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ao Poder Público - Raimundo Correia


(1 de janeiro de 1880)

Tu que és da direção das massas investido,
Tu que vingas o crime e que o Povo defendes,
E executas a lei penal, e do bandido
No topo de uma forca, o cadáver suspendes;

Tu que tens o canhão, a tropa, a artilharia,
Tu mesmo és quem fuzila a inerme populaça;
Incurso está também no Código e devia
Pra ti também se erguer uma forca na praça!

Raimundo Correia(São Luiz, 1859-Paris, 1911) - Foi Juiz de Direito e Poeta.

Fonte:
Waldir Ribeiro do Vale. Vida e Obra de Raimundo Correia. Ed. Cátedra/INL-MEC. 2ª. Ed.1980. 


Pelo concurso público pros membros de cortes da justiça

Quem dera fosse só impressão, mas ao assistir julgamentos na TV feitos por juízes nessas cortes maiores de justiça, vejo é muita arrogância e bazófia juntas, ainda mais sabendo que seus membros não estão ali por mérito, mas por simples indicação presidencial, cabalada só Deus sabe como.

Não entendo porque numa República, em que teoricamente se daria direito à concorrência aos cargos públicos a todos, alçar às cortes de justiça seja uma exceção.  Tá errado e torto. Pro conserto, sugiro concurso público entre juízes para o preenchimento dos membros de qualquer corte de justiça do Brasil, seleção feita por universidade gabaritada. Sugiro ainda que os mandatos nas cortes não sejam vitalícios e que aos seus membros fossem vedados alçarem a futuros cargos políticos. 

Com esse simples ato, garantiríamos os melhores juízes nos julgamentos, pelo menos em conhecimento jurídico - que uns ministros, de conhecimento jurídico se têm mesmo é pena - mais isenção, renovação, menos deslumbrite e pavoneamento.

Concurso público é coisa republicana. Indicação política, não é. E Corte não é escalão de carreira política. Pelo menos, não deveria ser.

 
George Alberto

sábado, 16 de novembro de 2013

Se é pra prender...


E então o Ministério Público e a Justiça brasileira fazem ouvidos de mercador à Justiça suiça e nada acontece. Absolutamente nada acontece. As gestões dos tucanos, Mário Covas, Serra e Geraldo Alckmin atoladas até o tronco com o trensalão. Parte dos 1 trilhão de dólares que a bandidagem do colarinho branco brasileiro tem em paraísos fiscais, parte destes fabulosos recursos que pagariam a dívida pública brasileira é do trensalão tucano, outra parte é da privataria tucana.

O que fez o Ministério Público? Nada. O que fez o STF? Nada, além de tratar coisas absolutamente iguais (mensalões petistas, tucanos e pemedebistas) de forma absolutamente desiguais. Se é pra botar gente na cadeia, bota todo mundo. Ainda mais se escolhe deliberadamente o dia da proclamação da república pra fazer prisões. Essa de escolher partido pra punir é abominável. Não tem nada de republicano! 
Cartel dos trens: Ex-diretor da CPTM em gestões do PSDB é condenado na Suíça por lavar dinheiro. Veja mais em http://oesta.do/17x6Yhz (via Politica Estadão)

Infográfico: Estadão

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Veto a novos municípios

Com um Congresso horroroso desses, me admiro como ainda se pode governar o Brasil. Com toda indignação das ruas, os congressistas aprovaram critérios que permitem a criação de 269 novos municípios. A presidenta Dilma sapecou o veto no tresloucado projeto. Muito bem feito, Presidenta. Certamente haverá represálias, principalmente da oposição fajuta que se jacta em defender o Brasil e o que defende mesmo é o próprio bolso e o dos seus pareceiros.

A baixa do Jornal Nacional

Não creio que a explicação da queda do Jornal seja essa de novela ruim. Ao próprio noticiário é que se deveria dar esse conceito. Quem é ainda besta de ficar grudado na TV pra ouvir notícias tendenciosas? Ainda mais com as fontes múltiplas que se encontra hoje na internet. 
Fonte:
Audiência ruim de novelas leva 'Jornal Nacional' a baixa histórica. O noticiário começa com audiência baixa devido ao mau desempenho das novelas 'Joia Rara' e 'Além do Horizonte', e por isso não passa da média de 23 pontos há uma semana:http://folha.com/no1371653


Desperta Da ilusão

Photo: "Procura no coração a raiz do mal e arranca-a." (Luz no Caminho - Item 4; in O Canto da Vida - Ditado pelo Espírito Delfos)

Desperta da ilusão
Que, em alguns momentos, nos envolve a vida
Saiba apreciar as coisas simples,
Cresce voltado para bons pensamentos
Que a vida se encarrega de ir para o melhor caminho
Como uma planta que se volta para a luz
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)

"Procura no coração a raiz do mal e arranca-a." (Luz no Caminho - Item 4; in O Canto da Vida - Ditado pelo Espírito Delfos)

Desperta da ilusão
Que, em alguns momentos, nos envolve a vida
Saiba apreciar as coisas simples,
Cresce voltado para bons pensamentos
Que a vida se encarrega de ir para o melhor caminho
Como uma planta que se volta para a luz
(Texto e Desenho: Sandra Maria de Aguiar Coelho)


Invenção argentina: um sugador de bebês

Eita Hermano criativo. Um sugador de nascituros.
Inspired by a YouTube video, an Argentine car mechanic has invented the Odón Device, which extracts babies from the birth canal using an inflated plastic bag in order to ease difficult births.

Read more: http://fw.to/GlBHsCf

Criar mais cidades? Não. Fundi-las, sim

Boa Presidenta. Sempre será muito bem vindo o veto dessas vagabundagens de políticos do cacete que querem lugar garantido pra se locupletarem às custas do erário. Projeto de mais 26 cidades no Ceará? Haja estupidez jumentícia!
Carece de se fazer é exatamente o contrário. Fundir cidades e estruturas podres de vereanças que servem mesmo é pra homenagear fulano, que nada fez pela cidade, com título de cidadania; cantar hino municipal em festa rodada a salamaleques; extorquir empresário com descontos, por debaixo dos panos, de impostos  ISS e IPTUs.
George Coelho

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Boa, Dona Graças Foster!

Essa empresa, orgulho da engenharia brasileira, é a mesma antes chamada, pelos neoliberais, de petrossauro. A mesma que quase lhe mudaram o nome pra marca de cera de carro. A mesma que escapou de ser abocanhada a preços vis em processos de doação. A mesma empresa na qual hoje se depositam uma boa parte de nossos futuros empreendimentos, principalmente a educação do povo brasileiro. Petrobrás, a mesma que ontem foi criticada por um eterno candidato derrotado a presidente resmungando contra o processo de partilha, adotado no pré-sal, em que a propriedade do petróleo extraído é exclusiva do Estado, em contraste com a propriedade exclusiva do concessionário, no caso da concessão. Naturalmente por ser o modelo de concessão, em que a propriedade do petróleo extraído é das petroleiras, desejo e objetivo maior do bico tucano. 
Boa, Dona Graças Foster!

Os chinos estão chegando

Preparem-se, os chinos estão chegando. Vão desembarcar sabendo português. Bancos que cobram juros pornográficos, preparem-se, os bancos chineses vão derrubar esses juros do cacete de vocês. Os chineses já compraram o único banco que restava cearense, o BIC. E foi comprado por banco estatal do ramo de construção. Alerta as empreiteiras. Depois não reclamem, porque a mamata pode acabar.

George Alberto

Mote:
http://expresso.sapo.pt/portugues-e-a-lingua-da-moda-e-do-emprego-na-china=f838497

terça-feira, 12 de novembro de 2013

De longe, o pior problema que o Brasil enfrenta hoje

O pior de todos os inimigos que o Brasil e os brasileiros tem hoje. Devastador. Responsável maior por essa taxa impressionante de homicídios que se tem no Ceará e no resto do país. Moças grávidas em ruínas; jovens mortos por gangues, destruição completa dos lares etc. Essa droga destrói todos os valores bons de uma sociedade pra nada mais valer à pena, a não ser a obtenção de dinheiro, a qualquer custo, pra comprar novas pedras, e, assim, alimentar o vício e tornar o traficante em potentado. Assustador, terrível esta droga. O documento da UNESP fala sobre a epidemia da doença. Conhecer a devastação que o crack provoca na sociedade brasileira pra nos prevenirmos contra a droga.
Fonte:

Leitura



Manifesto a favor da Leitura:

A Leitura é uma porta aberta para a democracia e a liberdade.

. O acesso aos livros e à leitura é um direito de todos, para todos, sem fronteiras nem limites sociais.

. leitura favorece o acesso ao conhecimento, ao desenvolvimento, ao espírito crítico e à socialização.

. Sem o domínio da leitura, não se têm o prazer de ler, e sem leitura, não há  aprendizado.

. A leitura se compartilha: prêmios literários, salões, festivais, ateliers, leituras em voz alta.



A LEITURA É UMA VERDADEIRA CAUSA NACIONAL
Trdução: George Coelho





segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Dê na farinha também, moço!

O barulho do motor foi-se chegando aos confins do Belmonte. Coisa bem diferente pro povinho dali, acostumado de só escutar berro de bode, mugido de gado, rosnar de jumento, canto de rolinha e barulhos de mais viventes das caatingas do Piauhy. Uns até se esconderam temendo premoniçao trazida das profundezas. Outros, afoitos, foram espiar desconfiados, o moço fino descer do jeep 51, logo baixou a poeira. Sorriso largo, o moço indagou inquisitório do Capitão.
- Capitão Raimundo, tá me esperando? Senhor sim, mais ele chega.
Menos verdade não era, o Capitão vinha camihando das bandas do açude num passo de molejo lento. Fez pelo sinal no passar o cemitério branco onde estavam depositados dois filhos e dirigiu-se ao moço.
- Pois não, sim Senhor, Seu moço. 
- Honra em lhe conhecer Capitão!.
Sob às vistas do Capitão, o moço curioso passeou as barbas ralas nos aposentos da fazenda. Serviu-se do banheiro, notou os apetrechos de vaqueiros escanchados nos troncos de carnaubeiras da sala de visita; observou os nichos no alto da parede onde o capitão salvava os venenos e remédios do gado e de picada de cobra ainda com cheiro de creolina, andou pela sala de tijolo envernizada do uso, visitou a cozinha de fogão de lenha, curiou os caixões de aroeira onde o capitão guardava farinha e arroz colhidos na Pedra Branca, fazenda no pé-de-serra da Ibiapaba.
Depois subiu a escada em caracol, descortinou de cima a serra Grande, o açude e, em todo o derredor, a caatinga sobrançeira. Então desceu e no caramanchão velho ao lado, viu um bode espichado de cabeça pra baixo pingando sangue na bacia de aluminio. Ao seu lado um caboclo tirava o couro do animal forçando com punho cerrado, o que antes tinha se iniciado com faca afiada. É pro almoço seu moço.
Mas da vistoria, atentou mesmo foi pras muitas sacas de cera de carnaúba dispostas no armazém e na sala de espera. Amarelas, vistosas vê barras de ouro, não fora a irregularidade dos cacos.
E se serviu no almoço, sôfrego da carne do bode, a tal ponto que o Capitão, fugindo às filigranas diplomáticas, lhe advertiu: Dê na farinha também, moço.

Lugar de presidente guerreiro é no "front"

Quand les riches se font la guerre, ce sont les pauvres qui meurent  - Jean-Paul Sartre(Quando os ricos fazem a guerra, são os pobres que morrem)

Parodiando Nelson Rodrigues que disse: "O penalty é tão importante que quem deveria batê-lo era o presidente do clube", assim também é a guerra. Guerra é tão importante que quem deveria estar no "front" era o presidente da nação que a deflagra. Fácil é um presidente dizer um monte de mentiras pra envolver um país numa guerra, sem comprometer a vida sua e dos seus familiares, mas sobretudo de inocentes conterrâneos, mercenários de outros países e/ou de inimigos criados por sua beligerância dos infernos.
 
Assim procedeu Bush Pai e Bush Filho com o Iraque, com o Afganistão. Mentiram os Bushs desbragadamente com aleivosias do tipo que Saddam Hussein, um antigo agente da Cia, procedia ataques químicos aos inimigos e tinha armas de destruição em massa. O primeiro fundamento, devo refazer, não era mentira, era verdadeiro. Mas ele Bush Filho não explicou que as armas químicas foram fornecidas justamente pelos aliados americanos com o fim de detonar os iranianos. O segundo fundamento, uma mentira deslavada como provou as inspeções negativas feitas pela ONU.

De qualquer forma, os objetivos de Bush Pai e Filho foram plenamente alcançados. Apesar de mais de milhão de mortos e inválidos trazidos com a guerra que não tem fim e o enforcamento de Saddam Hussein sem que se tenha deixado conhecer sua verdadeira história, segredos e manhas com os poderosos plenipotenciários de nações, pois que muita gente boa seria co-interessado na guerra.
 
Finalmente, após muitos brabos ataques, e mortos aos montes, ganhou a indústria de petróleo, capitaneada pelo vice Dick Cheney, do qual Bush Filho dizem ser um potentado sócio. Ganhou a ideologia e interesses dos bravos falcões republicanos. E a desgraça comeu e come de esmola, aliás esmolas que se dão em forma de empréstimos a pagar com petróleo de ruma pelo povo iraquiano. Tudo pra construir a infra-estrutura que existira no país e foi destruída justamente pelo agora emprestador.
 
Vem hoje a reportagem do Jornal da bela Itália, La Stampa, dizer da frustração italiana sofrida na guerra do Iraque. Inicia-se o escrito com uma constatação dolorosa: dez anos depois de uma bomba kamikase estourar em uma base italiana, a de Carabineri em Nassiria, Iraque deixando 19 mortos, e uma vintena de feridos, a operação militar, que se imaginava fácil, transformou-se em grande ilusão.
 
Pois bem, tudo isso poderia ter-se evitado se tivessem mandado o primeiro ministro Berlusconni combater no front, o mesmo fazendo com os presidentes Bush Pai e Filho, cada um em sua época. Tudo se evitaria se, diante da importância que tem uma guerra, o próprio presidente da nação que a aprontasse estivesse pessoalmente na frente das tropas, como um verdadeiro soldado, certamente que acompanhado dos seus bravos generais.

Então que na próxima guerra, essa que os Bushs deixaram pendente com o Irã, e também a da Síria, vamos exigir: Presidente Obama, por obséquio, antes de enviar soldados e drones ao conflito, o Senhor, como prêmio Nobel da Paz, e justo que insinua ser; o Senhor deveria se dirigir pessoalmente ao "front" da guerra, pegar em armas, dar combate ao inimigo e, assim, servir de exemplo verdadeiro à tropa e à sua nação guerreira.

Inferno a #Nassirya 10 anni fa l’Italia si scoprì in guerra 
Dieci anni fa un camion bomba con kamikaze alla guida si schiantava contro una base dei Carabinieri a Nassirya, Iraq. L’Italia si scopriva in guerra con 19 morti e una ventina di ...Afficher la suite

domingo, 10 de novembro de 2013

O Misantropo - Raimundo Correia

A boca, às vezes, o louvor escapa
E o pranto aos olhos; mas louvor e pranto
Mentem: tapa o louvor a inveja, enquanto
O pranto a vesga hipocrisia tapa. 

Do louvor, com que espanto, sob a capa
Vejo tanta dobrez, ludíbrio tanto!
E o pranto em olhos vejo, com que espanto,
Que escarnecem dos mais, rindo à socapa! 

Porque, desde que esse ódio atroz me veio,
Só traições vejo em cada olhar venusto?
Perfídias só em cada humano seio? 

Acaso as almas poderei sem custo
Ver, perspícuo e melhor, só quando odeio?
E é preciso odiar para ser justo?! 

Raymundo da Motta de Azevedo Corrêa (São Luís13 de maio de 1859 — Paris13 de setembro de 1911)  Foi Juiz e Poeta

O grande erro de JK

Um enorme erro, talvez o maior, do grande e valoroso Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira foi tirar o enfoque do trem para insuflar o carro e a indústria automobilística. Os governos posteriores incidiram no mesmo erro. 
A ferrovia brasileira descarrilhou. Resultado: o país vive transportando cargas em rodas de caminhões, em vez de em navios e trens. E as cidades brasileiras vivem entupidas de carros por falta de ciclovias e de transporte coletivo decente.
Mote:

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.

Ora, vamos e venhamos! Se o Cara estava comprando milhões de hectares de terras no Brasil, em área ecológica e de fronteira, com a desculpa esfarrapada de criar uma zona de paz mundial, o que deveria fazer o órgão de informação do Brasil? O mínimo seria vigiá-lo, o mais deveria ser tomar as terras e enjaular o distinto emissário do divino. Pois o sujeito estava no intuito claro de detonar a soberania nacional, desagregando nosso território. 

Quanto à espionagens de estrangeiros no Brasil, também se deve ter o olho vivo neles, enquanto estão no Brasil. Se os caras estão em território nacional, não podem fazer aqui o que bem entendem, como foi o caso do embaixador americano Lincoln Gordon que conspirou abertamente com os milicos de 1964 pra derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo brasileiro, o do presidente João Goulart. E também como foi o caso dos pilotos americanos que contribuíram para a queda do avião da Gol com centenas de passageiros, ao desligarem o dispositivo ante-colisão do seu avião. Estes pilotos, infelizmente e estranhamente, escaparam ilesos da Justiça brasileira e estão ainda hoje voando em território americano. 

Tudo isso de vigiar o que está no Brasil é muito diferente, bota diferente nisso, de quem grampeia conexões e alicia empresas - que expressamente têm o dever de sigilo e obrigação de serem depositárias fiéis destes mesmos dados - pra ficar drenando informações de milhões de cidadãos pra agência de espionagem americana com intuitos vários de interesse do país espionador.
Mote:
Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vigiou atividades de líder religioso sul-coreano conhecido como reverendo Moon. http://folha.com/no1369259 (via @[109104542461312:274:Folha Poder]) Foto: Jo Yong-Hak/Reuters