sexta-feira, 14 de julho de 2017

O canto do cisne?

Moro teve o seu canto de cisne ao condenar Lula? Não.

A lenda do canto do cisne surgiu porque se acreditava que o cisne branco vivia mudo até um pouco antes de sua morte, quando então emitia um belo canto e a seguir morria.

Na realidade, sabe-se que cisne não canta, mas apenas emite grunhidos durante toda a sua vida. Mais ainda porque silencioso, Moro nada apurou pra prender graúdo nas falcatruas do Banestado que envolveram, a preços de hoje, mais de um trilhão de reais.

Ainda assim, o canto do Moro não é o canto de um cisne, é mais um monólogo repetido de quem, em vez de ser justo - papel de todo juiz - veste a camisa de perseguidor repetindo um obssessivo grunhido: Lula, nine, Lula, nine, Lula nine...

George Coelho

quinta-feira, 13 de julho de 2017

De acolhimento de denúncias no Congresso

Temer e a mala de propina de racha recebido pelo deputado Loures não merecem acolhimento de denúncia pela Câmara. Já sentar na mesa do senado, onde se senta o Índio, com todo aquele desconforto estomacal, que lhe põe pra baixo os beiços, e onde prospera o Pau Jucá, "com STF, com tudo" dá no couro parlamentar e a denúncia é prontamente acolhida.

George Coelho

#MisériaTur

Todo governo tucano tem demonstrações explícitas de "solidariedade" à miséria. Eles fazem a miséria e depois induzem as instituições a minorá-las. Dão uma de Madame de Perú de Natal pedindo compaixão com os miseráveis nas festas de fim de ano. O pão dis pobres.

Meninos e meninas, eu vi as campanhas da Globo pra levar um pacote de arroz, um quilo de feijão, um pacote de sal, uma camisa etc  para as vítimas da seca. Vi o Renato Aragão chorando as suas faces de maracujá murcho, como chora nas campanhas anuais da Unicef. Vi campanhas em repartição pública pra que fôssemos solidários aos miseráveis etc. Os alimentos, roupas eram entregues a chefetes políticos que, não menos vezes, os trocavam por voto ou os punham em arnazéns pra venda.

 Faço questão de dizer, se goste ou não, mesmo eu não sendo um petista. Quem acabou com cidades saqueadas em plena seca de 5 anos foi o PT. Quem acabou com o festejo da miséria feito pela Globo foi o PT. E isso fez com programas sociais: cisternas, bolsa-família, minha casa minha vida, luz para todos etc. Programas referenciados como modelos em várias organizações internacionais. Foi o pecado mortal do PT do Lula.

 Digo isto, porque os festivais de misérias vão pipocar doravante. Anotem, já começaram. Há um mês, recebi de colegas da engenharia da UFC pedido de colaboração pra sustento de projetos que estão sem verbas. Não contribui, nem irei contribuir em tais festivais. Miséria não se resolve com esmolas de fim ou de começo de ano. Não se resolve miséria dando recibo de gratidão pra matar remorso de peruas de natal. Resolve-se com políticas públicas continuas como o PT vinha fazendo, até antes do golpe.

Quem quiser que se alie as ideias do Dória que propôs na época do FHC, em pleno palanque em presença de Tasso Jereissati, que se trouxesse sulistas pra pagar pra ver a miséria do Nordeste. Como se fôssemos os nordestinos animais enjaulados pela miséria em zoológicos de gente. Anotem, brevemente teremos a Misériatur.

George Alberto de Aguiar Coelho

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Lei Rouanet se tornou mais brasileira?

Brasil, país da piada feita. O Ministério da Cultura me manda um twitter exaltando que a Lei Rouanet agora se tornou mais brasileira. Agradeci e lhe dei minhas alvíssaras: "Espero que as alterações recentes propaladas não tenham acrescentado um "b" entre o "u" e o "a" da mencionada lei."

George Coelho

Botafogo e Angorá

O Botafogo invadirá a casa, após despejar o atual inquilino que a tomou pra si; trocará móveis, tapetes, pessoas, mas manterá o gato Angorá.
George Coelho

sábado, 8 de julho de 2017

Papo de economista entendido

Teorizar, parecendo um gênio entendido das coisas do mundo, parece o caminho usual para economistas do sistema, engabelarem a nação, ao mesmo tempo em que se postam como intelectuais refinados.

A diferença que faço entre esses economistas e os jornalistas econômicos que os endeusam, mesmo quando quase sempre ferram o país e o deixam submissos ao capital intenacional... a diferença é que uns têm a caneta do poder do estado, enquanto os últimos a caneta do jornal ou do microfone midiático.

Mas, quando aos primeiros falta a presença no governo, usam  os livros para promover suas peripécias passadas no poder. No final, findas gerações e mais gerações de malogrados gurus de planos econômicos, o país vai se desmilinguindo, exatamente porque nenhum deles pensa realmente na nação, mas em seus próprios escondidos interesses.

George Coelho

Carainho

A mente humana é complexa e mesmo os mais fortes vigaristas têm momentos de fraqueza e choram. Esse intróito é pra procurar entender o choro juvenil do ex-ministro Geddel, do golpista Temer, ao ser preso.

Não foi o primeiro, nem será o último, a derramar lágrimas em ocasião tão indigesta. Ocorreu com o Arruda, ao ser preso pela primeira vez, no cargo de governador do DF. Para os mais ingênuos, era um convicto arrependido, porém depois foi pro xilindró mais duas ou três vezes. Perdi a conta.

E vem agora o choro do Geddel. Teria sido pela busca de simpatia? Pode ser, mas há uma outra hipótese que talvez Freud levantasse (questionasse). É que a PF descobriu que, nas constantes ligações do Geddel para a mulher do Funaro, o agente dólar-na-praça, esta apelidara Geddel de Carainho.

Ser chamado de ladrão até que não pesa pra quem é do ramo, mas de Carainho, ao vivo e a cores, pra todo o Brasil? É dose que nem o Paulinho da Fôrça aguenta. Buááá!

George Coelho